quinta-feira, 1 de julho de 2010

O sentido da vida....

Já acreditei em papai Noel e armei planos para pegá-lo em flagrante.
Já cai do berço e já fiz muito xixi na cama.
Já competi em natação e fiquei em último lugar.
Já passei trotes por telefone sem saber que alguns números tinham bina.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés do lado fora.
Já tirei nota vermelha, mas também já tirei muito 10.
Já ri até doer a barriga.
Já ri das besteiras que eu vivo dizendo e já fiz gente fazer xixi nas calças por causa delas.
Já fiz muitas caretas no espelho e faço isso até hoje.
Já me perdi em lugares desconhecidos.
Já me vi em apuros e soube sair muito bem de algumas situações.
Já deixei de ficar com cara bonito pra ficar com feio.
Já fui vítima de fofoca (e ainda não deixo de ser).
Já tive raivas de pessoas, embora eu prefira gostar delas.
Já viajei bastante, mas não tanto quando gostaria. Conheci muita gente, mas poucos me conheceram de verdade.
Já fui aplaudida de pé por mais de 600 pessoas.
Já fiz meus pais se enxerem de orgulho de mim (e chorar de alegria também).
Já gritei de felicidade.
Meus olhos já brilharam de paixão e de saudade.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já fiz minha mãe ir me pegar na escola fingindo estar mal e ri depois da cara dela.
Já apanhei muito de cinta.
Já mandei minha irmã tomar no cú e tive que tomar pimenta por causa disso.
Já me vi na solidão mesmo estando cercada de muita gente ao meu redor.
Já dei muitos foras e alguns me fizeram quebrar a cara.
Já chorei escutando uma musica.
Já troquei nome de pessoas mais de uma vez, mas descobri que isso não tem significado algum.
Já me apaixonei pela pessoa errada e já fui a errada de alguém.
Já fiz pessoas chorarem por mim.
Já acreditei demais e me iludi demais também.
Já dei muitos conselhos e muitas pessoas me agradeceram por eles.
Já fui chamada de anjo.
Já fui amiga de quem não foi meu amigo.
Já me senti no lugar errado e na vida errada.
Já quis fugir de casa e cheguei a fazer minhas malas.
Já tive medo do escuro.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de me levantar.
Já menti pra mim mesma.
Já escondi minha irmã no armário e deixei meus pais feitos loucos procurando-a. (e detalhe: eu ajudei a procurar também)
Já fui sozinha ao cinema.
Já fiz balada até o dia amanhecer.
Já me envolvi com pessoas que não deveria me envolver.
Já fingi gostar de alguém e já fingi a não gostar também.
Já senti ciúmes.
Já sentir raiva.
Já perdi.
Já ganhei.
Já me senti triste.
Já chorei de alegria.
E quase morri de felicidade.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
E talvez a vida seja isso mesmo: rir, chorar, brincar, ser sério, se divertir, saber cumprir suas obrigações, amar, ser feliz, ter seus momentos de tristeza, saber se levantar quando cair, correr atrás de suas metas e quebrar muito a cara pra depois aprender. Enfim, viva tudo o que há para se viver! Afinal, “o tempo não para, não para não...”.